Estou mais atrevida, é fato.
Mas tem seu preço - nada que não valesse à pena (rs).
E foi assim...
Brasília tá submersa, é uma chuva que não para nunca.
Então, meus livros estão sendo colocados em lugares públicos fechados.
Hoje foi na Fratello - uma pizzaria aqui de Brasília.
E, pra combinar com o tempo fechado, escuro e chuvoso, acrescentei mais um tempero: Um assassinato à la Agatha Christie.
Saí para uma happy hour com amigas e resolvi deixar a Agatha na mesa que ocupamos, logo após pagasse a conta.
Não sem antes avisar ao garçon - afinal de contas, eles são rápidos pra fazer a limpeza da mesa.
Assim, evitaria que corresse atrás de mim aos "berros": Sra! Sra! Esqueceu seu livro.
Quero fazer um parênteses, mas preciso dizer:
- 1º - detesto ser chamada de senhora;
- 2º - ia ficar roxa de vergonha ao ser abordada no meio de um local público lotado.
Fecha parênteses.
Avisei ao garçon: Moço, vou deixar uma coisa em cima dessa mesa, mas é pra ficar aqui mesmo, tá?
Não teve nenhum problema.
Tomamos nosso vinho, batemos um ótimo papo, comendo uma deliciosa pizza, pagamos a conta.
Deixei o livro.
E não é que vem outro garçon e me para no meio do caminho pra "devolver" o livro que deixei?
Mas fui socorrida de imediato pelo outro garçon ( o meu amigo) - que agora ganhou minha simpatia eterna. Rapidamente se aproximou, pegou o livro da minha mão e disse: Pode deixar comigo que coloco de volta na mesa.
Ufa! Meu atrevimento no final teve um preço mas valeu à pena.
E foi nesse dia que minha identidade foi revelada. Ao menos lá na pizzaria.
Tenho um propósito. Já que não posso negar meu lado romântico. É deixar num banco de uma praça de uma quadra qualquer aqui de Brasília e ficar de longe, só espiando pra ver a reação do sortudo, ou sortuda, do dia.
É só essa chuva passar, né gente?