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terça-feira, 16 de outubro de 2012

Um livro deixado bem rapidinho

Como há um tempo eu não deixava livros, levei dois comigo para a viagem a São Paulo e Campos do Jordão. Mas, apesar das surpresas, o feriado foi quase todo de chuva. Fiquei com medo de deixar meus livros e eles estragarem antes que alguém encontrasse.

Hoje, no aeroporto, bateu um peso na consciência de voltar com aqueles dois na bolsa e acabei deixando um. Foi em um restaurante no segundo antes de Congonhas, não me lembro o nome. Passei quase duas horas lendo ali e pensei: talvez alguém também precise de algo para ler e passar o tempo.

Como o restaurante estava cheio, deixei ali, na cadeira, para que a próxima pessoa que a puxassse e sentasse pudesse ter uma supresa.

terça-feira, 17 de abril de 2012

Deixar para receber

Dessa vez, foi a Fernanda. Já tinha um tempo que que ela queria deixar um livro também e, finalmente, achou uma oportunidade.
"A novidade da Jê me arrebatou e fiquei com a maior vontade de participar. Na mesma hora já sai contando para todo mundo, toda animada. Mas faltava colocar em prática (lógico).
Já ao fazer a primeira parte (escolher o livro) percebi que o processo todo ia além de simplesmente deixar um livro em algum lugar.... Passa por escolher algo do qual você vai abrir mão. E este é um dos melhores exercícios hoje em dia. Diria que além de um exercício voltado para o social, é também um exercício individual e íntimo. Serve também como um pontapé para outras ações filantrópicas maiores.
Bem, escolhi o livro (Médico de homem e almas, do Taylor Caldwell) e a ocasião que iria "deixá-lo". Melhor dizer  "compartilhá-lo", porque "deixar" parece abandono, né? Bom, seria num jantar com meu pai que vinha do RJ me visitar em Brasilia.
Chegando no restaurante (Dona Lenha da Asa Norte), esqueci o livro no carro (dãããã...). No meio do jantar fui buscar o livro. Estava decidida. Meu pai não entendeu nada quando voltei com o livro, e  muito menos quando disse para ele que teríamos que praticamente sair correndo depois de pagar a conta. Com certeza iriam tentar me devolver o livro.
Desta vez ainda não vou conseguir dizer como é a reação da pessoa que acha o livro (espero que ela apareça por aqui para contar como foi ;). Mas gostei tanto da experiência que já estou percorrendo novamente minha prateleira de livros.

A iniciativa está de parabéns!
Fernanda L Matta"
Quem está de parabéns é você, Fernanda, que nos ajudou bastante!

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Pegadinha

Ontem, no almoço, resolvi seguir o conselho da Jê e ser mais ousada. Queria deixar O Grande Mentecapto, do Fernando Sabino, em algum lugar visível, de preferência em cima da mesa.

Fui almoçar em um restaurante no shopping (novamente), mas achei que em cima da mesa ficaria muito a vista, ainda não estou com essa coragem. Sentei, então, em uma mesa daquelas cujo banco é um sofá. No canto, encostada na parede, perfeita. Deixaria ali no banco mesmo. O bom é que o lugar era aconchegante e quem achasse o livro poderia começar a ler ali mesmo.

Almoçamos, batemos papo e saímos. Deixei o livro ali, como planejado e fui para o caixa. Ainda quase correndo e, segundo as colegas que estavam comigo, com o rosto todo vermelho. Eis que vem o garçom atrás da gente: Meninas, alguma de vocês esqueceu... (nessa hora eu gelei e comecei a pensar quais desculpas daria: não, não é nosso! Ou: livro?! Eu nem leio!)... os óculos de sol na mesa. UFA!, pensei. Não era o livro.

Fui à mesa, catei meus óculos (claro, eram meus!) e corri para o caixa, morrendo de medo do garçom voltar. Mas não voltou.

Conselho do dia: cuidado com os garçons!