Mostrando postagens com marcador No banheiro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador No banheiro. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Passeando por Goiânia

Fizemos um trato: toda vez que viajarmos, deixaremos um livro em algum lugar do Brasil ou até do mundo.Esse final de semana decidi, então, deixar dois. Um no meio do caminho para Goiânia, outro já na cidade.

No caminho, sempre tem a paradinha no bom e velho Jerivá para comer o sensacional Jerê de quatro queijos. Nem deu para escolher muito onde deixar lá dentro, na verdade. A lanchonete estava lotada e quase não havialugar para sentar. Fora a fila enorme na saída para pagar. Achei muito arriscado deixar ali, no meio de todo mundo, alguém iria me reconhecer. Decidi, então, e mais uma vez, deixa no banheiro. Não, dessa vez não foi Drummond, foi Manoel de Barros, já falei dele por aqui.

O banheiro também estava cheio, mas era mais fácil deixar o livro e sair como se nada tivesse acontecido. Deixei, ainda enrolei lavando as mãos, mas não vi ninguém pegando. Comi meu salgado olhando nas mãos de todos que passavam, mas não conseguir ver. Tudo bem, acho que a graça está mesmo no anonimato.

Mas ainda havia um livro. Esse deveria ser escolhido com cuidado.A história é romântica, daquelas que não ficam atrás de nenhuma comédia romântica hollywoodiana: A Moreninha, de Joaquim Manuel de Macedo.

No sábado a noite, saí para um bar com o namorado e amigos. Coloquei o livro na bolsa. Meu namorado ainda falou para eu não levar: bar é lugar de gente bêbada e, se alguém achasse, não daria bola ou poderia estragar o livro. Mas alguma coisa me dizia que eu devia levar. Passamos a noite rindo e conversando, nem me lembrei do livro. Na volta para casa, passando ao lado de uns banquinhos no Parque Lago das Rosas, falei: Para o carro! Com certeza meu namorado me achou maluca. Peguei o livro da bolsa, desci correndo e larguei em um dos bancos. Não existe um lugar mais despretensiosamente romântico do que um banco de praça, imagina a alegria de alguém que encontraria aquele livro em sua caminhada matinal de domingo.

Fui para casa e dormi feliz com o final de mais uma de minhas missões clandestinas.


terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Amar se aprende amando


Hoje fui ao shopping almoçar com Drummond, mas precisava escolher bem onde deixá-lo.

O restaurante estava cheio, a praça de alimentação lotada. Procurei uma daquelas pracinhas que ficam entre as lojas... também tinha muita gente circulando. Já estou no terceiro livro, mas o medo de que alguém saia correndo atrás de mim ainda não passou. Aí eu pensei, que tal o banheiro? Lá, pelo menos, deve ter menos gente. E fomos para o banheiro: eu, Drummond e a Andressa.

A intenção era deixar em cima da pia, só que com tanta mulher se arrumando no espelho, alguém certamente notaria. Resolvi, então, entrar dentro de um dos boxes, fingir que estava usando e deixar em cima do vaso sanitário. Dei um tempo, coloquei o livro, dei descarga e saí. Lavei as mãos e, quando estava secando, eis que entra uma mulher e dá de cara com o livro!

Meu nervosismo era tanto que saí quase correndo do banheiro. Mas a Andressa percebeu e ficou 10 minutos secando as mãos só para ver se ela pegaria o livro. E pegou!

Demos um tempo na frente do banheiro e esperamos ela passar na nossa frente para que eu pudesse tirar uma foto. Queria uma foto que aparecesse o livro em sua mão, mas não consegui. Ela agarrou Drummond com seu braço direito, como se não quisesse mais soltá-lo.

Tudo bem, sem registros fotográficos, mas na minha memória vai ficar registrado sempre. Foi muito bom ver alguém sair com meu livro debaixo do braço!